WeChords

Como tocar bateria: 7 dicas para iniciar no instrumento

No artigo de hoje, você confere o passo a passo inicial completo para saber como tocar bateria do zero!

Sem dúvida, a bateria é um dos instrumentos que mais chamam a atenção. E, se você está aqui, é porque deseja aprender como tocar bateria. E é justamente sobre isso que falaremos hoje!

A bateria é um instrumento fabuloso de se aprender (Foto: Reprodução/Pexels)

Há tantos motivos para se apaixonar por esse lindo conjunto de tambores, pratos e ferragens. Sua sonoridade, seu tamanho, pelas performances dos músicos…

Por isso, para você que deseja aprender como tocar bateria, preparamos um material completo, com as melhores dicas para começar no instrumento. Acompanhe conosco!

Como aprender a tocar bateria?

As dicas para quem deseja ingressar no estudo de bateria passam pelo conhecimento sobre o instrumento em si e vão até conselhos práticos.

No entanto, vale destacar que nosso objetivo não é te transformar em um mestre das baquetas com apenas a leitura de um artigo. Isso porque o caminho para a evolução em qualquer instrumento não é curto. A jornada para um bom desempenho musical exige esforço, dedicação e muito estudo!

Dito isso, vamos ao passo a passo de como tocar bateria:

1. Conheça as partes da bateria

Antes de tudo, você precisa conhecer o instrumento que você vai tocar. Portanto, é indispensável dominar o reconhecimento das partes que compõem a bateria. Confira um pouco sobre a anatomia do instrumento:

Caixa

A caixa é a peça que conduz os sons agudos da bateria, marcando os ataques rítmicos das músicas música. No caso dos destros, é tocada com a mão esquerda e posicionada entre os joelhos do baterista.

Bumbo

O bumbo é acionado por um pedal (guiado pelo pé direito, para os destros). Ele é o responsável pelo som mais grave do instrumento.

Tons e surdo

Esses são os demais tambores que formam uma bateria. São montados de acordo com a necessidade do baterista (assim como as outras peças) e costumam refletir o estilo do músico.

Nesse sentido, é possível ter dezenas de tons/surdos, como o lendário Neil Peart. Da mesma forma, dá até mesmo para não ter nenhum, como é o caso de bateristas que optam por kits reduzidos.

Chimbal (hi hat)

Chimbal, hi hat, contratempo… há várias formas de se referir a esta combinação de dois pratos.

Ela também é acionada por pedal (geralmente comandado pelo pé esquerdo). Com a ferramenta, é possível juntar (fechar) ou separar (abrir) os pratos, experimentando diferentes timbres e ritmos para o instrumento.

Prato de condução

Como o nome já sugere, o prato de condução (ride) exerce a função de conduzir levadas da bateria. Ele é uma alternativa ao chimbal para diferentes trechos em uma mesma música.

Prato(s) de ataque

Em contrapartida, os pratos de ataque (crash) são uma ótima ferramenta para, por exemplo:

  • dar peso às músicas;
  • encher a ambiência sonora com som alto e longo
  • fazer marcações.

Esse conhecimento inicial sobre a anatomia do instrumento já vai te ajudar bastante! Entretanto, não deixe de aprofundar ainda mais essas questões com o nosso artigo especial sobre as partes da bateria.

Além disso, é importante não só conhecer os elementos que formam uma bateria, mas também saber como organizá-los, afiná-los (no caso dos tambores) e montá-los para tocar.

2. Pesquise marcas de bateria e tipos de baquetas

Antes de adquirir a sua bateria, você não pode deixar de fazer uma pesquisa densa e completa acerca de marcas e modelos do instrumento.

É necessário ter um bom conhecimento do “mercado baterístico” para não cair em furada. Logo, visite sites especializados em venda de instrumentos, consulte pessoas entendidas do assunto e vá a lojas físicas para olhar de perto as opções.

Caso prefira (até pelo custo-benefício), opte por comprar uma bateria usada. Porém, certifique-se de que está em boas condições e que supra as suas necessidades como baterista iniciante.


Da mesma forma, conheça todos os tipos de baquetas – fabricantes, tamanho, peso etc. – para investir no modelo ideal para você.

Priorize sempre o conforto, pois esse é um fator essencial para tocar bateria bem, e experimente as baquetas nas suas próprias mãos antes de fechar a compra.

3. Atente-se à postura corporal e à pegada das baquetas

Por falar em conforto, aqui ele se justifica ainda mais. Sentar da forma correta é fundamental para um bom desempenho na bateria. Saiba a maneira certa de posicionar o banquinho – tanto a altura quanto a distância para o instrumento – e como sentar nele.

O recomendado é posicionar-se em um ângulo de 90° entre o banco e o chão. Além disso, uma dica é não cobrir toda a superfície do banco. Dessa forma, você não limita o movimento das suas coxas, facilitando bastante o controle dos pedais.

Já sobre a pegada das mãos, é igualmente importante manusear as baquetas de maneira confortável. Isso porque um mau comportamento nesse aspecto pode prejudicar tanto a performance quanto a saúde do baterista.

Em resumo, nós temos quatro formas de segurar as baquetas. Confira como funciona cada uma delas:

Matched grip (pegada moderna)

Forma mais comum de segurar as baquetas, com o dedão e o indicador atuando como alavanca, e os demais dedos completando a pegada.

Tradicional grip (pegada regular)

Comumente usada por bateristas de jazz. A baqueta fica presa entre o dedão e o indicador, enquanto os outros dedos servem como apoio.

French grip (pegada francesa)

Pegada que dá total responsabilidade do movimento das baquetas para os dedos. Usada por músicos de estilos de técnica mais apurada (jazz e samba, por exemplo).

German grip (pegada alemã)

Forma de segurar as baquetas com a palma da mão virada para baixo. É uma maneira mais relaxada, que exige mais movimento e controle do punho e do antebraço.

4. Organize seus estudos

Assim como com qualquer instrumento, foco e organização são cruciais para tocar bateria. Nesse sentido, faça um plano de estudos. Ou seja, organize seus horários para que o aprendizado de bateria faça parte da sua rotina.

Lembre-se: é muito mais produtivo e eficaz estudar meia hora por dia do que três horas seguidas uma vez por semana. Logo, separe os temas e exercícios que você pretende abordar para ter, de fato, um bom planejamento para o aprendizado.

Se pensa que é impensável estudar bateria todos os dias porque não é possível ter uma em casa, saiba que essa é uma conclusão precipitada. Isso porque você pode investir em um pad, material de estudos interessantíssimo para quem quer saber como tocar bateria.

Aliás, o Cifra Club preparou uma novidade incrível para você: estamos falando do nosso e-book gratuito “Como tocar bateria sem bateria”! Acesse e desfrute desse tema maravilhoso!

E-book

5. Faça os primeiros exercícios

Para iniciar a parte prática, comece com exercícios básicos, sempre com o acompanhamento de um metrônomo.

O mais recomendado é, primeiramente, aprender as marcações das semínimas. Pegando como base um compasso 4/4, nós temos quatro batidas (tempos) por compasso. Essas são, justamente, as semínimas.

Assim, primeiro fale em voz alta cada marcação e depois bata com a baqueta no seu objeto de estudo (caixa da bateria ou pad). Desse modo, você vai se familiarizar com as noções de ritmo, pegada, intensidade das batidas e demais questões do estudo de bateria.

Da mesma forma, pratique as colcheias. Para entender tal conceito, saiba que uma semínima é formada por duas colcheias. Ou seja, trata-se de uma subdivisão do exercício anterior.

Na sequência, passe para exercícios com o chimbal e treine o domínio dos pedais. Lembre-se de sempre trabalhar as duas mãos, tanto individualmente quanto de maneira alternada.


6. Toque a primeira levada

Depois de praticar os exercícios iniciais e aumentar sua noção rítmica, chegou a hora de, enfim, tocar bateria pra valer pela primeira vez! Para isso, execute a batida básica de bateria, sem variações iniciais.

Mantenha um padrão de marcação de semínimas no chimbal. Logo depois, encaixe batidas alternadas na caixa e no bumbo. Para isso, imagine o compasso 4/4 com os tempos 1, 2, 3 e 4.

Faça a contagem de um a quatro em voz alta, de maneira pausada e constante. O chimbal vai marcar todas as contagens, o bumbo entra no 1 e a caixa no 3. Confira como vai ficar cada tempo:

  • 1: chimbal + bumbo
  • 2: chimbal
  • 3: chimbal + caixa
  • 4: chimbal

Pratique até pegar o jeito e conseguir tocar vários compassos em sequência, sem interrupções.

Logo logo, você conseguirá acrescentar variações, viradas, tocar músicas completas e até mesmo usar o pedal duplo. O céu é o limite para a evolução na bateria!

7. Tenha o melhor acompanhamento possível

Nossa última dica para saber como tocar bateria da melhor forma possível é ter bom auxílio, fonte de consulta confiável e materiais de estudo de qualidade. Em primeiro lugar, saiba que, sim, é possível aprender a tocar bateria sozinho.

No entanto, ter um acompanhamento eficaz e que realmente contribua para o seu aprendizado e evolução no instrumento é ótimo. Portanto, a nossa dica de ouro é, na verdade, um convite: faça parte do Cifra Club Academy, a nossa plataforma de ensino online!

No curso de bateria, liderado pelo capacitado instrutor João de Paula, você tem acesso a aulas completíssimas que vão enriquecer seus conhecimentos teóricos e práticos!

Além disso, com uma assinatura, você garante acesso a todos os outros cursos disponíveis. Temos de vários instrumentos, canto, partitura e teoria musical. Impossível não abraçar essa oportunidade!

Curso de bateria do Cifra Club Academy
Picture of João Terra

João Terra

Estudante de Jornalismo, baterista e apaixonado por escrever, tocar, conhecer e ouvir música. Trabalha como editor de conteúdo do Blog do Cifra Club desde 2021.

Read too

See more posts
OK