Por trás desses teus olhos de opala Eu pude ve tanta dor A dor de não ter o que comer E nem ter o que ter pra dar A seu rebento, nem o sustento Por trás desses teus olhos negros Eu pude ver o que restou Mesmo sem o seu único sorriso Não restou ódio, só o amor Às vezes a vida faz a gente se ajoelhar Numa tempestade e o vento forte Vira uma brisa que sopra A ferida bem devagar Vinda do norte, trazendo sorte Sorte na vida Saber lutar, mesmo com dor Ser forte na vida Deixar a paz entrar e o amor